sábado, outubro 14, 2006

Compromisso Literário

Esse negócio de que a literatura, para cumprir seu papel social, tem que ser engajada politicamente é meio brabo! Muita calma nessa hora! O engajamento em questão não significa necessariamente partidarismo ou boca-de-urna! Claro, tem sempre uns ignorantes que pensam assim e acabam confundindo a zorra toda. De maneira rápida e caceteira, pode-se dizer que arte engajada é uma arte preocupada com o social, o que pode envolver – entre outras coisas – a política. No Brasil, esse discurso, formatado como tal, começa lá em Castro Alves, mas desemboca com toda força mesmo na primeira geração modernista. A enxurrada anti-parnasiana promovida pelos Andrade e pelo Bandeira pretendia não deixar pedra-sobre-pedra das torres de marfim (...)

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quinta-feira, setembro 28, 2006

Não fui eu!

Agora que as eleições estão chegando ao fim, começa uma vontade irrefreável, de tudo que é gente, de falar sobre. Resolvi visitar o chiqueiro do senso comum e me esfarelar também. É que em ano de eleição e copa do mundo ou se fala de política ou da vitória do Brasil no/do futebol; como essa não aconteceu... Vamos à política, ou melhor, aos candidatos à (re)eleição presidencial. E sabemos que a primeira não se limita a esses últimos (por que será, né?). Refiro-me aos que, para mim (e para as pesquisas), são os quatro principais. Tenho, então, um grande dilema: qual ordem seguir? Como dentre o “quadrado mágico” há uma dama, pensei em seguir a expressão popular que diz “primeiro as...
- Dama um cacete seu desbocado, sem-vergonha, salafrário, corrupto, entreguista, bandido, arruaceiro, elitista, banqueiro! Eu sou nordestina guerreira e não quero fazer da minha condição natural um fator de decisão!
Então pra quê mesmo o “nordestina”? All right! Relax! Que tal começar pelo Lula?
- Por quê? Só porque ele está em primeiro nas pesquisas?
Deixa-se ele por último.
- Sabia! Você é petista! Deixar por último pra ficar mais fresco na memória dos (e)leitores!
Para eu não dizer quem é que está demasiado fresco e onde, começarei pelo Cris (Cris é só para os íntimos, cof-cof!).
- Desculpe-me, mas a educação não me permite passar à frente dos colegas. Deixe-me por último!
Tudo bem então, você será o último.
- Queira me perdoar mais uma vez, mas não acha que me deixar por último é muita falta de educação?
Travou!
Sobrou o Alck...
- Péra lá, tu num fala meu nome errado se não rodo a baiana contigo, desço do salto, armo um barraco e o bicho vai pegar procê. É Gerar Almim, lembra bem, Gerar Almim! Agora eu sou do povo e meu lema é o que Gerar Gerou!
Os outros:
- Péra lá digo eu, quem manda nessa zona sou eu! A rima não era intencional, mas até que ficou legal!
- Banqueiro, salafrário, sem-vergonha, chupa-cabra...
- Calma gente, vamos manter a educação!
Começa uma grande discussão com possíveis sugestões para o estabelecimento da ordem: sorteios, palitinho, zerinho ou um e fatores anatômico-sociais; quem tivesse menos dedo, menos cabelo, menos roupa no guarda-roupa... Só Cris não xingou ninguém, por educação, claro! Aproveitando-me do calor da hora, dos ânimos insanos, inclusive o meu, gritei:
- Quem nunca mentiu levante a mão!
Todos levantaram e percebi que a escolha era mais difícil do que pensava.

(Reis)

P.s.: Texto publicado no blog Digitoscritos.

terça-feira, setembro 19, 2006

Preliminar Normativa

Amor, vem pr'a mais perto! Quero você! Por que impossível? Como assim querer tu não é querer você? Tu e você não é a mesma pessoa? Sim, você entendeu...não são a mesma pessoa? Mas rapá, só porque num falei venha?! Então tá, venha tu, vem você, venhas tu-você!O importante é que eu quero, oras! Esquece essas coisas, olha em volta...piscina, hidro, sauna, eu...Pr'a que melhor? (os dois riram). Desculpe a pretensão! O que foi agora? Poxa, você presta atenção em tudo! Eu sei que misturo a segunda pessoa com a primeira. Ah, não, o imperativo não tem primeira, então com a terceira! Por que mesmo eu não posso mandar em mim? Ô meu bem, encosta n'eu! Ai meu porre!!!Eu, mim, é tudo eu e pronto, será que você deixa eu mandar em mim???O que foi? Consegui? Aêê! Eu não sabia que tu era tão observadora!Desculpa, eras, eras! Onde a gente tava mesmo? Estávamos, nós! Desisto! Vou é mimbora! Tá, tá bem! Está bem! Vou embora e nunca mais te lhe digo vamos simbora pro Bora Bora! Venha cá, já pensouastes em procurardes um médico? Melhor, um gramático!

(Reis)

segunda-feira, agosto 14, 2006

Boas-Vindas

Aos bons de coração, às mentes inquietas, amantes das letras... Permitam que elas se soltem e pairem como pássaros, como nuvem; leves como o ar e fortes como a montanha!