Não fui eu!
Agora que as eleições estão chegando ao fim, começa uma vontade irrefreável, de tudo que é gente, de falar sobre. Resolvi visitar o chiqueiro do senso comum e me esfarelar também. É que em ano de eleição e copa do mundo ou se fala de política ou da vitória do Brasil no/do futebol; como essa não aconteceu... Vamos à política, ou melhor, aos candidatos à (re)eleição presidencial. E sabemos que a primeira não se limita a esses últimos (por que será, né?). Refiro-me aos que, para mim (e para as pesquisas), são os quatro principais. Tenho, então, um grande dilema: qual ordem seguir? Como dentre o “quadrado mágico” há uma dama, pensei em seguir a expressão popular que diz “primeiro as...
- Dama um cacete seu desbocado, sem-vergonha, salafrário, corrupto, entreguista, bandido, arruaceiro, elitista, banqueiro! Eu sou nordestina guerreira e não quero fazer da minha condição natural um fator de decisão!
Então pra quê mesmo o “nordestina”? All right! Relax! Que tal começar pelo Lula?
- Por quê? Só porque ele está em primeiro nas pesquisas?
Deixa-se ele por último.
- Sabia! Você é petista! Deixar por último pra ficar mais fresco na memória dos (e)leitores!
Para eu não dizer quem é que está demasiado fresco e onde, começarei pelo Cris (Cris é só para os íntimos, cof-cof!).
- Desculpe-me, mas a educação não me permite passar à frente dos colegas. Deixe-me por último!
Tudo bem então, você será o último.
- Queira me perdoar mais uma vez, mas não acha que me deixar por último é muita falta de educação?
Travou!
Sobrou o Alck...
- Péra lá, tu num fala meu nome errado se não rodo a baiana contigo, desço do salto, armo um barraco e o bicho vai pegar procê. É Gerar Almim, lembra bem, Gerar Almim! Agora eu sou do povo e meu lema é o que Gerar Gerou!
Os outros:
- Péra lá digo eu, quem manda nessa zona sou eu! A rima não era intencional, mas até que ficou legal!
- Banqueiro, salafrário, sem-vergonha, chupa-cabra...
- Calma gente, vamos manter a educação!
Começa uma grande discussão com possíveis sugestões para o estabelecimento da ordem: sorteios, palitinho, zerinho ou um e fatores anatômico-sociais; quem tivesse menos dedo, menos cabelo, menos roupa no guarda-roupa... Só Cris não xingou ninguém, por educação, claro! Aproveitando-me do calor da hora, dos ânimos insanos, inclusive o meu, gritei:
- Quem nunca mentiu levante a mão!
Todos levantaram e percebi que a escolha era mais difícil do que pensava.
(Reis)
P.s.: Texto publicado no blog Digitoscritos.
- Dama um cacete seu desbocado, sem-vergonha, salafrário, corrupto, entreguista, bandido, arruaceiro, elitista, banqueiro! Eu sou nordestina guerreira e não quero fazer da minha condição natural um fator de decisão!
Então pra quê mesmo o “nordestina”? All right! Relax! Que tal começar pelo Lula?
- Por quê? Só porque ele está em primeiro nas pesquisas?
Deixa-se ele por último.
- Sabia! Você é petista! Deixar por último pra ficar mais fresco na memória dos (e)leitores!
Para eu não dizer quem é que está demasiado fresco e onde, começarei pelo Cris (Cris é só para os íntimos, cof-cof!).
- Desculpe-me, mas a educação não me permite passar à frente dos colegas. Deixe-me por último!
Tudo bem então, você será o último.
- Queira me perdoar mais uma vez, mas não acha que me deixar por último é muita falta de educação?
Travou!
Sobrou o Alck...
- Péra lá, tu num fala meu nome errado se não rodo a baiana contigo, desço do salto, armo um barraco e o bicho vai pegar procê. É Gerar Almim, lembra bem, Gerar Almim! Agora eu sou do povo e meu lema é o que Gerar Gerou!
Os outros:
- Péra lá digo eu, quem manda nessa zona sou eu! A rima não era intencional, mas até que ficou legal!
- Banqueiro, salafrário, sem-vergonha, chupa-cabra...
- Calma gente, vamos manter a educação!
Começa uma grande discussão com possíveis sugestões para o estabelecimento da ordem: sorteios, palitinho, zerinho ou um e fatores anatômico-sociais; quem tivesse menos dedo, menos cabelo, menos roupa no guarda-roupa... Só Cris não xingou ninguém, por educação, claro! Aproveitando-me do calor da hora, dos ânimos insanos, inclusive o meu, gritei:
- Quem nunca mentiu levante a mão!
Todos levantaram e percebi que a escolha era mais difícil do que pensava.
(Reis)
P.s.: Texto publicado no blog Digitoscritos.

1 Comentários:
Parabéns, Paulo!!!
Muito boa essa crônica que você fez.
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